Gerenciando pessoas de baixo desempenho

Cavicchioli Treinamentos - Cartórios, Gestão de Carreira, Liderança

CNB – Artigo Janeiro de 2013, Coluna Ponto de Vista

Antes de entrar no assunto, é interessante uma reflexão: por que ocorre o mau desempenho, o serviço feito com falhas, sem a qualidade necessária ou desejada?

O gerente, dentro de suas atribuições, precisa entender inicialmente onde está a origem do mau desempenho dos colaboradores e pode orientar-se, antes de atacar o problema, se direcionando por meio destes questionamentos:

  1. Qual é o problema, o que aconteceu de errado?
  2. Qual foi a causa – ou causas – mais provável?
  3. A solução está dentro dos nossos recursos disponíveis?
  4. Disponho de meios para acompanhar o desempenho desejado?

No cotidiano da prestação de serviços notariais, o desempenho individual dos colaboradores está intimamente relacionado à presença de certas aptidões pessoais, somadas a boas doses de motivação para realizar as tarefas em seus diferentes graus de complexidade. De forma sintética, alguns fatores, presentes ou não, pesam no desempenho dos colaboradores e precisam ser avaliados pelo gestor:

  1. Habilidades – aptidão, experiência e destreza;
  2. Motivação vontade, empenho e comprometimento;
  3. Processos – sistemas de trabalho, como a ‘coisa’ precisa ser feita;
  4. Liderança – adequada ao momento profissional dos colaboradores.

O gerente, identificando o problema, deve obter a concordância da pessoa a respeito de qual foi a deficiência pela prática da boa comunicação, estabelecendo diálogos freqüentes, próximo ao momento do acontecimento, utilizando técnicas de feedback.

Quando o gerente, no caso, o tabelião ou o escrevente, buscar motivos para qualquer deficiência, deve evitar a atribuição de culpados.

A questão ai é que o profissional no papel do gerente e o colaborador identifiquem em conjunto os fatos que contribuíram para o problema. E, com base nessa análise de fatos e circunstâncias, são tomadas as decisões sobre o que fazer pelo colaborador, pelo gerente ou por ambos em conjunto.

Cabe ao gerente encorajar e monitorar o colaborador para a melhoria de seu próprio desempenho, definindo métricas e avaliações periódicas para conhecer se os métodos e processos utilizados estão tendo o sucesso desejado.

Não é novidade para os profissionais à frente de pessoas nas empresas, que o Brasil vive um momento de falta de colaboradores qualificados em todos os setores da atividade econômica.

Investir no desenvolvimento de pessoas é a coisa certa a fazer, e seu valor aumenta à medida que elas se tornam mais eficazes em seus cargos e responsabilidades.

O assunto é amplo e pretendo abordá-lo em maior profundidade em outra edição.

Um abraço a todos.

Gilberto Cavicchioli, Engenheiro e mestre em administração de empresas. Professor da ESPM e da Fundação Getúlio Vargas, é consultor de empresas nos temas, qualidade no atendimento, marketing e desenvolvimento de pessoas. Palestrante, é autor do livro O Efeito Jabuticaba. São Paulo: Reino Editorial, 2010. www.profissionalsa.com.br