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Li em algum lugar o seguinte: “Para viver bem é preciso negociar bem”.

Negociar é da natureza das pessoas. Negociamos diariamente a partir do momento em que saltamos da cama e já combinamos com o despertador alguns minutinhos a mais de sono.

No trabalho, em família, entre amigos, com os clientes – internos e externos -, na escola, no clube ou no trânsito. Nossas necessidades e interesses são os mais variados: prazos mais adequados, mesada de filhos, que lugar passar as próximas férias, pagamento de contas atrasadas, aumento de salários. A lista de coisas que negociamos não tem fim.

Negociar é um processo pelo qual duas ou mais partes trocam bens ou serviços e buscam um acordo sobre as vantagens dessa troca para elas. Negociamos algo quando damos mais valor ao que podemos conseguir do que ao que podemos conceder.

A necessidade de conhecermos técnicas de negociação chegou também às serventias. Não é de hoje que tanto nas serventias de registro civil e nos tabelionatos a negociação entre usuários e funcionários acontece: nos prazos de entrega de certidões, escrituras, emolumentos, férias de funcionários, entrega de documentos em domicílio entre muitos outros.

No entanto, as atividades do cotidiano nos envolvem com tal intensidade que não atentamos para a importância de dominarmos algumas técnicas de negociação. Quando negociamos um contrato, por exemplo, uma preparação antes de entrar na negociação deve responder a quatro perguntas:

1. Quem vai negociar comigo?
2. Qual é o assunto?
3. O que eu quero ao final dessa negociação?
4. O que imagino que o outro quer como resultado?

Os cartórios por meio do Provimento CG nº 17/2013 estão autorizados a lavrar atos de mediação e conciliação como medida para desafogar o Judiciário, por isso dominar algumas técnicas de negociação de conflitos se mostra de extrema necessidade.

É uma decisão e tanto, a população ter, por meio desse Provimento a possibilidade de escolher uma das unidades extrajudiciais do Estado para negociar e solucionar conflitos sem a intervenção judicial.

No mundo corporativo define-se o conflito como um choque de objetivos, valores e crenças, ou discordância sobre a alocação de recursos que provoca respostas antagônicas. Considerando que em muitos distritos e municípios os cartórios são a única presença do Estado, é de fundamental importância, que oficiais de registro e tabeliães conheçam técnicas de negociação e resolução de conflitos para aprimorar o atendimento aos clientes dessa nova modalidade de serviços.

A aplicação de técnicas de negociação – por meio da mediação ou da conciliação – auxilia na composição de bons acordos com melhores formas de diálogo e alternativas de pacificação trazendo benefícios para ambos os lados que sentam à mesa para negociar suas necessidades e interesses.

Estudar as técnicas de negociação e resolução e conflitos e buscar, na preparação, conhecer os prováveis estilos de cada parte, trarão certamente benefícios para todos os envolvidos nas negociações por meio extrajudicial.

Um abraço e até nosso próximo encontro.

Gilberto Cavicchioli

Por Gilberto Cavicchioli

É professor de pós-graduação em cursos de Gestão de Negócios, consultor e gestor da empresa Cavicchioli Treinamentos. Realiza cursos e palestras técnicas sobre gestão de pessoas em cartórios extrajudiciais. Autor dos livros O Efeito Jabuticaba, na 4ª edição e Cartórios e Gestão de Pessoas: um desafio autenticado, na 2ª edição. Conheça nosso material sobre gestão em: cavicchiolitreinamentos.com.br